quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Embriagada nesse amor


O mundo alheio me persegue.
A felicidade alheia me entristece.
Por que não sou eu?
Por que não sou eu a presenteada, a surpreendida?
Por que sou eu?
Por que sou eu aqui, sentada e chorosa?
Por simplesmente lhe amar, sofro como condenada.
Queria estar em seus braços, curtindo a brisa desse amor.
Mas não convém.
Porque seu amor é oportunista,
vem quando quer e vai quando der.
Ah, como lhe amo a ponto de me odiar?
Como apenas uma saudação logo de manha me faz chorar o dia todo?
Prometo a mim, nunca mais falar contigo.
Mas a oportunidade do amor fala mais alto.
Digo ‘oi, tudo bem?’ esperando um papo. Recebo o vácuo.
Arrependo-me amargamente até a próxima vida.
Ah, como pode?
Por que vieste a este mundo me entristecer?
Por que saí da cama ao amanhecer?
A vida não me convém mais.
Você a salvou.
Você a embebedou.
Você a amargou.
E com lágrimas secas, digo ‘adeus’.
Até você estar ‘on’ e tudo retroceder.


Autoria: L.M

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